terça-feira, 29 de setembro de 2020

À ALFORRIA DO ALZHEIMER

Quando a morte acariciar
as maçãs do teu rosto
E finalmente morder
o fruto pecaminoso 
Teus lábios moribundos e secos
beijarão as nuvens do céu
A língua em que trepida a voz seca
conhecerá o mais doce mel
Tuas cavidades se libertarão das sondas
Teu rosto sentirá a brisa do mar 
que o protegerá com os afagos das ondas. 
 
André

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