segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

. . . E L A



Uma mulher, um belo ser, uma bela face...
Reflete parte de sua alma, porque, parte dela é transparência, o encontro da pureza e da inocência.
Parte dela esconde a dor que o coração sente quando é cavoucado pela ingratidão alheia.
Parte dela exala espontaneidade.
Eu poderia admirar tamanha beleza, enquanto minhas feridas cicatrizam.
Eu poderia admirar e esquecer do tempo, eu poderia admirar sem olhar por onde ando, sem temer qualquer queda, sem temer novamente o abismo da solidão.
Parte dela é vida, porque ela é tristeza, ela é a harmonia entre a graça e a imperfeição.
Parte dela os pequenos atos que desvendam segredos que estão além do pensamento, além do comum, além das mentes que perseveram pelo mesmo.
Parte dela é completa, porque é dor, rancor e amor.
Parte dela não compreendo, não entendo e talvez ninguém poderá entender, porque parte dela... é ela.
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Ãdreh Muerto

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

ALGUM DIA, ALGUM MOMENTO





Algumas palavras são como armas.
Algumas atitudes mutilam a alma.Todo sofrimento e toda dor ganham certa profundidade à medida que você se importa.
Não é o suficiente alguém vê-lo sofrer, não podem ver nem sentir porque você está sangrando por dentro, afinal, o mundo é feito de imagens.
Certa vez alguém escreveu que a “graça” em viver está aí, mas , às vezes, quando o gosto salgado entre os lábios começa a fazer parte da sua rotina, a mente se tranca e pensamentos como este e acabam perdendo o sentido.Quando montamos esse cadeado, escondemos a chave com as lembranças; quando tudo isso se perde, esperamos que algo o abra, algum dia, algum momento.
~,
Ãdreh Muerto

terça-feira, 11 de novembro de 2008

terça-feira, 23 de setembro de 2008

CARVOEIRO

Desgarrado da fé,Sobrou o corpo esquálido,
Descalço, mas de pé.
Sem o controle nas mãos,
E, manchando as palavras.
De páginas douradas
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A lágrima a sentir mansamente,
Uma forma de castigo,
Faz o ser, escravo dos desejos.
Contente e julgado
Nas grades de si mesmo.
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Então, nada mais que nuvens,
Feridas nos joelhos,
A fé do carvoeiro
Transcende energia
Pura, mas, solitária.
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Apenas palavras,
Grandes sentimentos,
Respostas vazias,
O hábito de crer sem ver,
Sentir sem saber,
Acreditando no silêncio
Da onipotência.
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Sem saber o que é verdade,
Retorna ao leito
O mesmo corpo esquálido.

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Edilson Monteiro Neto

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

RAZÃO

Acordo(ou Passei a acordar) mais feliz já há algum tempo, desde que passei a encarar os fatos na sua exata dimensão e não os sentindo mais como uma necessidade extrema, absolutamente necessária. Estou aprendendo ainda, mas agora uso o tempo a meu favor e analiso os seres humanos na sua total dimensão (ou na sua totalidade) ou só o avesso (ou interior).Quando buscamos muito e temos, aparentemente, todo o conhecimento, passamos a pensar demais, criar teses, assimilamos pedaços de culturas extintas e ainda assim machucamos, magoamos uns aos outros.
Quando não utilizamos o tempo, tudo passa muito rápido, num piscar de olhos e isso nos faz sentir vivos; alguns preferem ser verdadeiros, outros felizes.
Como começar? Sendo verdadeiro ou feliz?
Raiva é quando não nos conhecemos por inteiro, não sabemos se estamos sendo verdadeiros. Nosso âmago(ou nossa essência) é composto/dotado de tudo e não de partes, não podemos ser uma coisa de cada vez.
Interessante é o quanto evoluímos e quão pouco aprendemos: o bom dia recíproco, o respeito mútuo, o matrimônio. Buscamos criar/inventar um controle, esperamos educar-nos mentalmente, mas talvez, estejamos incorrendo em constante erro quando pedimos perdão por um erro que é maior que o problema criado. Ah! seres humanos que inventam um “ser” maior e passam a cometer injustiças, criam problemas, prejudicam outras pessoas e acham que o fato de “pedir perdão” resolve tudo. Deus é o pai da razão? Qual razão buscamos?
Edilson Monteiro

quinta-feira, 26 de junho de 2008

1000 x sim e não




A maioria das pessoas não são o que pensam que são, quando precisam "manter" o que elas pensam que possuem.
Existe uma confusão enquanto se procura um caminho, um motivo...
Ainda existe o risco de você olhar para trás, e ver que também está acorrentado, preso como qualquer outra pessoa... a diferença está na distância que você percorreu.
Acho que o grande lance está em alcançar algo, ou no aprendizado enquanto se tenta alcançar algo, sem ter pisado sobre a cabeça de alguém.
Se eu estiver errado, um dia eu vou descobrir.
Se eu estiver certo, e mesmo assim continuar com alguns comportamentos, vou dizer: “ái minha cabeça”.
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Eu li as postagens do ano passado e pensei: -Que merda!(Sobre o que eu escrevi)
Talvez no ano que vem, ou amanhã mesmo eu acabe achando isso novamente... foda-se , hoje eu não me importo.
O que é interessante nisso? Se acontecer o que eu disse, o “eu” de hoje já está mandando o “eu” de amanhã se foder, antes que ele (o eu de amanhã ou do ano que vem) o faça, como já fez sobre a postagem do ano passado.
Vai se foder, André do futuro.
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Ãdreh Muerto

segunda-feira, 23 de junho de 2008

DESIDERATIVO

Tênue diante de emoção
Forte com a razão.
Guardo-te em lembranças
Te elocubro no invento de pensamentos.
Tiro flores, alegro teu tumulo.
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Seres humanos e animais extintos
Lembrando que existimos.
Sendo a imagem e semelhança
Da nossa própria virtude.
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Desídiamos e perdemos o instinto.
Deixamos acabar,o talo esta seco
Uma voz rouca ainda pede...
A última forma e única de mudar.
Para labutar em nome e respeito da vida
Para as flores e por frutos Por dias melhores.

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Edilson Monteiro Neto

sábado, 14 de junho de 2008

Sem Título

Loucamente embriamático
Potencializado etilicamente
Deixando pedaços de fragmentos de cultura extintos
Sem sentimentos por situações
Em uma penumbra que envolve.
O saber do nada resolve,
Descer em momentos e em sonhos
Provocar a sensação
E acabar pelo inicio.

Edilson Monteiro Neto

sábado, 24 de maio de 2008

CEGO



Ele para, pensa, e resolve caminhar.
É um cego dentro de um labirinto,
se machuca quando sente ansiedade e desespero.
Ele se sente frustrado quando pensa,
quando a paciência o domina, quando pensa em se adaptar,
quando tenta se conformar.
Ele sabe que vai estar livre quando não sentir mais,
quando não tocar mais nada ao seu redor.
Ãdreh Muerto

segunda-feira, 19 de maio de 2008

AUTARQUIA DO TEMPO

É usando o tempo
Vendo e aprendendo
Em quedas Livres.
Desfragmentando sentimentos
Procurando alimentos
Usando os verbos
Conjugados em todos os tempos.
Mas é no silêncio
Onde guardo os melhores momentos.
-
Mas vou indo autárquico
E sempre cíclico
Pertencente nesse mundo
De historias e conflitos.
Perdendo a vida em gracejos.
-
Diante da torre mais alta
Sem dificuldades,
Sem códigos verbais,
Querendo demais.
Clamando pela verdade
Pela cara exposta
hialotipicamente translúcida
Mesmo sendo a pura maldade.
-
Vivemos então para ser inventado
Pelos seres humanos
Embriagados pela própia existência
Do sustento da experiência
De que viver com verdade.
É uma obra de arte.
-
Edilson Monteiro Neto

sábado, 8 de março de 2008

LEMBRANÇA

Hoje lembrei que eu existo, e quando acontece, acabo questionando isso também...
Penso, questiono, penso no que vejo e tento ver o que penso...
"De tanto pensar, pensou que pensava."- Laerte Castro

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Ãdreh Muerto

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

A INCRÍVEL SAGA DO RAPAZ QUE NÃO COME "MISTURA"




Sabe aqueles filmes sobre mutantes? Acho que posso me encaixar em alguma situação semelhante a de um mutante...
O que me atormenta não é visão de raios gama, nem fator mutante de cura, mas sim o incrível costume de “não comer mistura”! (até rimou)
Quando eu comecei a trabalhar no shopping, vi que o negócio era levar comida de casa ou me virar por lá mesmo. As pessoas que trabalhavam no restaurante começavam a questionar, assim que montavam o meu prato: vai isso, vai aquilo, vai aquele molho e quando chegava na “mistura”, eu selecionava algum legume cozido ou batata frita... foi quando meus ouvidos estavam se preparando para ouvir a pergunta que iria me perseguir por um bom tempo: -Ué!? Você não "comê" mistura? -Estava começando a mutação, eu estava me tornando no incrível “rapaz que não come mistura”. Só para deixar bem claro, a maioria das pessoas carnívoras ou onívoras (der) , pensam que um prato que não tem carne, não tem mistura. Tem bicho morto, tem mistura.
Eu dizia que não comia carne, explicava várias vezes, até ouvir: - Você não come carne? Então você pode pegar aquele enroladinho de presunto... – eu explicava e tal... enfim, um dia vou encontrar a tal árvore ou ‘pé” de presunto, afinal, para muitos, presunto e peixe não são carne. Já cansei de ouvir: - Você não come carne? Nem peixe? - Com o tempo as pessoas se acostumaram e eu pude lidar normalmente com isso. Mudei de emprego e comecei a freqüentar outro restaurante, depois de passar pela mesma situação, começaram a me chamar de “o rapaz que não come mistura”! eu chegava no restaurante e já ouvia as cozinheiras: -Chegou o rapaz que não come mistura.
Elas não sabiam o que fazer, elas colocavam carne em tudo! Eu só não desconfiava do suco, acho que era a única que eles não pensavam em misturar carne. Atualmente estou trabalhando em Campo Limpo, e não é muito diferente, já estão me olhando estranho... daqui a pouco começam a me questionar, e por incrível que pareça, já ouvi algo sobre “o moço que não come mistura”- repare que houve uma evolução, em Jundiaí eu sou rapaz, em Campo Limpo eu sou moço. Acho que vou me mudar para Porteirinha – MG, lá vão me chamar de menino (sacou? Menino da porteira? –der). Rapaz, moço ou menino, o fato é que a criatura não come mistura!!!

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

ATROFIANDO MENTES

Os blocos da metrópole são feitos de ossos, são resto das carcaças de pobres inocentes. Um ato "primitivo"? um ato covarde, rotulado como “evolução”.
Vários caminhos são abertos, até revejo meus conceitos - não há respostas claras.
A decadência é constante do “vírus civilização”. Quem vai sentir o impacto que a verdade causa? Ignorar a ditadura que a estética cria, sair ileso e mesmo assim sentir-se preso, por não querer ignorar quem vai estar lá para se afogar. ATROFIANDO MENTES... A nova “moda” poluente criou mais uma ilusão para cobrir a carne podre. Os criadores (destruidores) – seres que não valem as próprias fezes.
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uso aspas para indicar o lado negativo da palavra

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Ãdreh Muerto