No lavrar da expectativa
Que hoje é ouro e amanhã poeira
A sorte dança ao som dos estalos
Na articulação desta mão
Que cultiva uma semente estéril:
Se amanhã for flor, será digno de amor
Se amanhã for dor, será o túmulo do ego
Então o semideus será verme
Resto do resto
Preso nas frestas
Perdido nos dentes encavalados
Do tempo predador
Morto