quarta-feira, 31 de outubro de 2018
sábado, 27 de outubro de 2018
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Muerto
terça-feira, 23 de outubro de 2018
Perspectivas e as verdades do Ego Sistema
É
algo curioso quando penso sobre a forma que nossos conceitos se desenvolvem:
Nossas experiências e nossos hábitos são como tijolos que a cada dia constroem
e moldam a nossa visão sobre a vida.
Através da minha perspectiva eu posso
sentir, entender ou não entender esse conjunto de sentimentos que podem afetar
a minha visão sobre as coisas; é como uma estrada que pode ser danificada pelos automóveis,
ou como automóveis que são danificados pela estrada.
Certa vez, ao acordar, analisei a rua
onde moro. A calçada, o asfalto, os postes, as casas, a padaria e o bar; que fica em frente à minha casa.
Ao amanhecer, suas portas estão
fechadas, a calçada está limpa e o falatório noturno é substituído pelo som dos
pássaros.
Quando anoitece, os postes se acendem e
deixam a rua sob um aspecto amarelado, as pessoas começam a chegar e um novo
ciclo se inicia.
Aconteceu que, neste mesmo dia, eu me
encontrei com algumas pessoas neste bar e não imaginei que a minha análise passaria
daquela pequena reflexão matutina.
Entre as risadas e os ruídos dos copos,
alguém resolveu expor a sua perspectiva sobre a vida. O álcool a fazia tropeçar
nas tais teorias que dizia, porém, havia muita firmeza em seu tom de voz.
Suas ideias ali expostas descascavam o
mundo como se fosse um fruto de sumo amargo e sementes ocas.
Tantas teorias sólidas me faziam
questionar sobre aonde havia se escondido a pureza deste mundo. Todos
concordavam, não havia dúvidas.
Refleti sobre a razão de haver um
ciclo. Qual o sentido do fim e do recomeço?
Naquela mesma manhã, meus olhos
pousaram sobre aquela calçada limpa, agora machucada pelas cinzas e cacos.
Naquela mesma manhã, ouvi o canto puro
dos pássaros, agora substituídos por papagaios diplomados que ecoam as verdades
dos que não estão mais aqui.
Esses eram os meus argumentos e os
guardei comigo. Me senti um cego a mais, que, quando alguém estende a mão, não pensa
se ela já agrediu.
Junto ao meu silêncio, as minhas
testemunhas eram o asfalto, os postes e a calçada amarelada, pois eu sabia que
no dia seguinte a mesma estaria limpa.
Essas eram as verdades da rua e eu
escolhi qual eu deveria contemplar.
Muerto
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