Devolve os pobres olhos que eu perdi
E que te habitam, desde que te vi.
Mas se eles ja sofreram tal castigo
E tantos danos,
Tantos enganos,
Tal rigor,
Que a dor
Os fez inúteis, guarda-os contigo.
Devolve o coração que te foi dado
Sem jamais cometer qualquer pecado.
Porém, se ele contigo ja aprendeu
Como se mata
E se tortura
Uma alma pura,
Guarda, também, esse ex-pedaço meu.
Melhor, devolve olhos e coração,
Para que eu possa ver a traição,
E possa rir, quando chegar a hora
De te ver
Padecer
Por alguém
que tem
Um coração como o que tens agora.
-
John Donne- traduzido por Augusto de Campos
segunda-feira, 20 de abril de 2009
sexta-feira, 17 de abril de 2009
Blues da Diligência
Na Malicia do Blues
Quem me dera
Ser um eterno sonhador
Um feliz Lunático
Na luta contra o fervor
E nesse preciso e tão belo
Negro amor.
Nas entranhas poéticas
Desse Blues da diligência
Ouvem-se Cordas em solo
Ouvem-se ruídos inquietos
Sussurros gemidos
Dos corpos unidos.
Primeiro faça-se o silêncio
Depois que vem a luz
Nascemos do amor cego
Do sangue derramado na cruz
E da imperfeição do Deus mais “perfeito”
Que assim como eu também erra
Mesmo com essas dúbias certezas
Ainda lutamos na busca de um ser complementar
Sabendo o que nos leva a continuar
Não é a clareza das respostas
E sim a sombra que paira sobre as perguntas
-
Edilson Monteiro Neto (Monteirovisky)
Quem me dera
Ser um eterno sonhador
Um feliz Lunático
Na luta contra o fervor
E nesse preciso e tão belo
Negro amor.
Nas entranhas poéticas
Desse Blues da diligência
Ouvem-se Cordas em solo
Ouvem-se ruídos inquietos
Sussurros gemidos
Dos corpos unidos.
Primeiro faça-se o silêncio
Depois que vem a luz
Nascemos do amor cego
Do sangue derramado na cruz
E da imperfeição do Deus mais “perfeito”
Que assim como eu também erra
Mesmo com essas dúbias certezas
Ainda lutamos na busca de um ser complementar
Sabendo o que nos leva a continuar
Não é a clareza das respostas
E sim a sombra que paira sobre as perguntas
-
Edilson Monteiro Neto (Monteirovisky)
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