terça-feira, 13 de abril de 2021

 

Ontem a tosse me disse
Que a alma estava engasgada
Com seu pranto mudo
Com sua lágrima - muco
Não havia como expelir a dor
A esperança coagulada se tornou medo
E depois viajou até os pulmões
Fazendo dos brônquios teias
Imergidas pela tristeza asmática
A alma estava doente
Mas havia um coração
em meio à rouquidão do peito
Hoje, quando esta cessa
Me silencio com a questão
Que desprezo como um pigarro:
"Haverá fôlego para o amor?"


Morto