
Você luta excessivamente, tenta construir o seu reino, se esforça noite e dia. Mesmo assim, você descarta o esforço alheio e, mesmo distante, posso sentir o odor da sua ganância.
Os que estão a sua volta inalam seu arroto e, enquanto você dorme e sonha com seu falso mundo, eles aproveitam o espaço e devoram uns aos outros, defecam sobre sua imagem até você acordar.
Que belo caminho percorreu. Na frente do espelho se orgulha de cada ruga, cada cavidade entalhada que surge quando sorri.
Tamanha satisfação apodreceria se soubesse quantas vezes você morreu na mente dos que foram drenados pela sua ganância e se tornaram apenas um bloco da sua metrópole.
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Ãdreh Muerto