A política e a arte do ladrão
Todo dia, na televisão
Justificam a falta do pão
Por não saberem o que é a fome do cão
A insanidade diz que o mundo é são
Quando anunciam nova construção
A cada ano, uma nova religião
Desenhando uma falsa revolução
A pobreza inocente crê em vão
Que o suado dinheiro compra salvação
Enquanto ora ao lado do irmão
Ou morre aos poucos, por causa do "não"
Brotando o sonho e alguma ficção
De coisas boas que um dia chegarão
Nunca questionam a tal explicação
Dão velocidade, mas não dão direção
E aí nasce mais uma ilusão
A rebeldia vivendo a poluição
Cega de ódio, logo perde a noção
Em suas veias, um pouco da podridão
Mas não teve culpa desde então
Ao perfurarem seu coração
Com preconceito e contradição
A tempestade menor que o trovão
A felicidade é uma interrogação
Quando se esquece da evolução
Se julgam, moldam a opinião
Se opinam, criam a decisão
A verdade cala a multidão
É meu e seu; é nosso quinhão
Não veem a luz, os "donos" da visão
Não veem a chance, os filhos da ingratidão.
Muert0