sexta-feira, 17 de abril de 2009

Blues da Diligência

Na Malicia do Blues
Quem me dera
Ser um eterno sonhador
Um feliz Lunático
Na luta contra o fervor
E nesse preciso e tão belo
Negro amor.

Nas entranhas poéticas
Desse Blues da diligência
Ouvem-se Cordas em solo
Ouvem-se ruídos inquietos
Sussurros gemidos
Dos corpos unidos.

Primeiro faça-se o silêncio
Depois que vem a luz
Nascemos do amor cego
Do sangue derramado na cruz
E da imperfeição do Deus mais “perfeito”
Que assim como eu também erra

Mesmo com essas dúbias certezas
Ainda lutamos na busca de um ser complementar
Sabendo o que nos leva a continuar
Não é a clareza das respostas
E sim a sombra que paira sobre as perguntas

-
Edilson Monteiro Neto (Monteirovisky)

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