segunda-feira, 30 de março de 2009

NOTURNO

Enxergo-te no costume pagão
Pelas belezas de sua água ardente
De embaralho e discursos
Dos seus gestos palidicentes

És noturno, és grande!
Porque é e não nega
Não procuraste Guerrear
Mas nunca fugiste sem lutar

Não carrega o medo de errar
Mesmo a repetência a incomodar
Análises e formas de pensar.

Não estou apenas a julgar
Qualquer outra forma de sugerir
Não estou só a respeitar
Os laços genéticos que nunca escolhi
Não estou só a perceber
A foice que joga longe
Mas a perceber que do corte renasce
Outra forma de andar.
Carregue esta promessa
Antes à não ouvir vozes externas
Porque aquilo que cala não te cessa.

Monteirovisky

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