Depois de tantas visitas neste lugar,
a paz que se formava
em abraços e conchas do mar
buscou carona no caos e em meteoros,
quando o humano cansou-se do amor
e o ego pétreo dominou seus olhos.
Seus braços, guindastes desnorteados
sedentos pelo sangue preto
do globo azulado.
Suas mãos são a cobiça
a transformar o tronco em clava,
como um anjo que usa seu dom
para amputar as próprias asas.
Sua arte que encena o fim da dor,
embaixo das nuvens que choram
sobre o fogo devastador.
Para as estrelas
são mortalhas de algodão
sobre os filhos teus
que fazem da linha do tempo
um arame farpado
entrelaçado às costelas de deus.
Morto
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