Os olhos se embriagam
com a pureza
da breve existência
da gota da chuva
que beija o solo e se desfaz.
Há uma certa pureza
em tocar as mãos gélidas da morte,
esperando que ela possa abrir
a cortina estrelada do universo,
onde o cosmos se senta
para contar as anedotas
sobre planetas
que duram como bolhas de sabão;
Sobre como é divertido
ver o seu reflexo
no símbolo da ressureição:
A traseira do besouro
colecionador de esterco.
E a vida dos miseráveis
que se matam sob o sol escaldante,
apesar de devorarem as entranhas
dos seus semelhantes,
eles temem a morte porque se esqueceram
que a semente do fruto podre
amanhã será árvore
e que a gota da chuva
um dia já foi mar.
André
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