com a própria sombra.
O outro não existe;
amor é colírio inútil
para tua cegueira.
Reflete apenas
sobre a própria chaga
"Ah, que mundo horrível
Roubaram-lhe a alma!"
-balbuciam os fármacos bicolores
em teus ouvidos, todas as noites.
Tuas entranhas decoram fluídos alheios,
combústíveis do ego monstro
que lhe devora de dentro para fora.
E assim, insiste em rastejar,
ignorando que és carrasco, réu
e guilhotina.
Morto
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