Enxugo tua face com estas palavras.
Elas não acalentarão a tua alma,
pois a desilusão é o vento frio e cortante
que guia até o sol complacente.
Uso-as para te dizer que o amor não existe;
não desta maneira que insiste em cultivá-lo,
plantando-o em solo infértil.
Por inúmeras vezes também caminhei neste deserto,
e sentir meus pés queimando parecia ser um preço pífio a se pagar.
Mas o tempo puniu a minha insistência febril.
Ensinou o amor como essência da natureza,
amor de raízes sólidas.
Amor, a flor oriunda da semente inesperada,
que desistiu de ser regada por lágrimas
mas que germinou ao ser tocada pelo orvalho do carinho, da empatia.
Amor, a quimera que o poeta não pôde ousar.
A mão que afaga
e se nega a apedrejar.
Morto
Nenhum comentário:
Postar um comentário