sonhos são como miragens.
Alguém disse
que o passado é um sapato
que não lhe serve mais,
mas nos momentos de ócio
você esquece das enfermidades,
esquece das bolhas em seus pés
e volta a caminhar com eles.
Quando se dá conta
era a apenas a solidão murmurando
um abraço medíocre,
ou uma mentira em forma de poesia
escrita porcamente num papel
escondido na gaveta,
sob um livro antigo e empoeirado,
devorado diariamente
por ratos que defecam os versículos
que um dia te aconselharam
a perdoar 490 vezes.
A vida segue.
Amanhã o sapato apodrecerá
e o futuro será cuidar do futuro,
alimentar o sonho comum
até ser aceito por todos,
até desenvolver o costume
de masturbar sua mente
com o otimismo dos bilhetes de loteria.
Ser aceito por todos:
Rir dos acidentes,
punir o ladrão,
trair o coração,
beber o pranto
enquanto degusta o pão envelhecido.
Ser aceito por todos:
Descer das nuvens
e finalmente
ter os pés no chão.
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