Gotas explodem sobre meu guarda-chuva
São canhões para o funeral
Destes versos que já nasceram mortos:
Não há poças suficientes
Para guardarem as lágrimas do céu
Eu posso ouvi-lo urrando trovões
Que estupram tímpanos sensíveis,
Atormentando o animal domesticado.
Eu me recordo
Do prefácio da tempestade
Quando restos de cigarros
Dançavam pelas calçadas
E árvores envergadas
Reverenciavam o vento
Maestro e dono
da ode (arrebatadora)
Às crianças dos olhos cansados
E roupas encharcadas
Elas buscam refúgio,
Anseiam pela luz
Do sol que se escondeu.
morto
Nenhum comentário:
Postar um comentário