sábado, 1 de outubro de 2011

FELIPE


Corremos como cavalos selvagens.
Às vezes corremos sem saber para onde, seguindo nossos sentimentos...
E assim como os cavalos, sentimos quando alguém está com medo.
Por dentro daquele olhar fixo e, talvez desinteressado,  predominam incontáveis universos
São presentes, maravilhas que uma vida (bem vinda) traz consigo
Porém, numa carruagem de desavenças, nos passos que fraquejam num caminho
cujo o rumo é o precipício,
surge uma luz,  uma vida.
Tão bela e tão certa quanto as estações do ano;
Trazendo consigo a beleza da primavera, em pleno inverno.
Ah! a pureza dos teus gestos como bálsamo para as minhas feridas!
Distante de mim, mas dentro do meu coração.
Você, meu amor, que agora inspira sorrisos e expira pureza;
Como dizer que você é meu, se eu sou todo seu?
Nós, aqui de fora
Os pseudos donos das regras e das verdades;
Nós ainda corremos como cavalos selvagens
E você, “O que ama cavalos”- não permita que as rédeas da ignorância o prendam
O amor está em você, porque, como você, ele surge como uma luz
Que elimina a escuridão e guia nossos passos
Que torna o nosso caminho mais belo
Que talvez  um dia, traga de volta essa pureza 
Que trouxemos quando chegamos, mas
que perdemos enquanto caminhamos.

André Muert0

2 comentários:

Vitória Lovat disse...

"Corremos como cavalos sem saber pra onde", é o que define a humanidade. Ninguém sabe para onde está indo mesmo, não é?

Belo texto, abraço, Vitória.

Algoindigesto disse...

Obrigado Vitória! fique a vontade para comentar meus posts. Gostei muito do seu trabalho também, sou mais um seguidor rs
É verdade, não sabemos para onde vamos, mas seguimos nossos sentimentos,mesmo quando nos perdemos. Tem uma frase que diz que não há caminho "errado", o aprendizado e a experiência estão em todos.