quinta-feira, 17 de maio de 2007

A DESORDEM NATURAL DAS COISAS

O tempo anuncia a perda, o desgaste traz mais um degrau. 
A mandíbula não se movimentou o suficiente 
para tentar sustentar o que hoje é insustentável,
 não se movimenta o suficiente para retardar 
o rumo de uma existência- sempre rotulada pela demência.

Respirar, reunir forças para se machucar novamente.
Agora a noite traz consigo mais uma nostalgia 
para cobrir o velho com o novo.
 A mente entorpecida tropeça nas sílabas,
 derrete-se em vogais
 e acaba descobrindo que a essência da existência 
se entrelaçou com a posse;
 descobre também que tudo que é aceito,
 pode ter sido rejeitado um dia.

Uns se tornam o que rejeitam, outros rejeitam o que se tornaram.
.
Ãdreh Muerto

Um comentário:

Billy disse...

Desenhos perturbadores e texto incisivo.
Parabéns pela iniciativa.
Através deste blog podemos ter uma pequena amostra do que se passa na mente um tanto obscura desse nosso camarada "Morto"!
Morto, mas não inconciente.
Abraços.